Tempo de leitura: 2 minutos
Uma preocupação que tenho ouvido com frequência entre empresários é bastante compreensível:
Vale a pena preparar a empresa para a Reforma Tributária? E se um novo governo pode assumir e mudar tudo…
Na minha visão, esse risco precisa ser colocado na proporção correta.
Quando observo as diferentes posições apresentadas no debate político, vejo divergências importantes sobre como aperfeiçoar a Reforma: carga tributária, benefícios fiscais, regimes específicos, progressividade, burocracia, split payment e tratamento de determinados setores. Mas há uma diferença enorme entre ajustar uma reforma e simplesmente desmontar todo o processo que já está em andamento.
Entendam: A Reforma Tributária foi estruturada constitucionalmente e sua implementação envolve um processo legislativo, regulatório e operacional complexo. Por isso, entendo como muito difícil imaginar uma reversão abrupta de toda essa estrutura simplesmente em razão de uma mudança de governo, a mudança é quase inevitável…
É evidente que ajustes poderão ocorrer (e provavelmente ocorrerão), políticos em geral precisam “mostrar trabalho” para justificar o voto do eleitor. Porém, para mim, o empresário deveria estar muito mais preocupado em preparar sua empresa para a transição do que apostar na possibilidade de que ela não vai acontecer.
Sistemas, formação de preços, contratos, cadastros, créditos tributários, cadeia de suprimentos, margens… Adiar adequações esperando uma eventual mudança política, sem dúvida, representa um risco muito maior do que começar a se mexer logo e ajustar a rota ao longo do trajeto se for necessário.
Minha percepção sobre é: um novo governo pode até discutir os caminhos da Reforma, mas as empresas precisam trabalhar com o cenário concreto que já está em implementação.
Na gestão tributária, segurança não significa esperar todas as incertezas desaparecerem. Significa estar preparado para atravessá-las!

