Tempo de leitura 4 minutos
A Receita Federal tem dado sinais claros de que está ampliando o seu nível de fiscalização, especialmente com o avanço da digitalização e o uso intensivo de tecnologias como o Pix. Para empresários e gestores de indústrias e empresas de base tecnológica, esse novo cenário exige atenção redobrada.
📌 O que mudou na prática?
A principal novidade para a Declaração de Imposto de Renda de 2025 é o uso do Pix como instrumento de cruzamento de dados. Agora, transferências feitas via Pix podem ser usadas para verificar inconsistências nas declarações de renda, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.
Ou seja, qualquer movimentação financeira significativa via Pix que não esteja coerente com os rendimentos declarados pode gerar um alerta automático à Receita, aumentando o risco de cair na malha fina.
Para empresas, isso representa um risco ampliado em situações como:
- Recebimentos de valores fora do faturamento oficial;
- Distribuição disfarçada de lucros;
- Transferências entre sócios e empresa sem respaldo contábil;
- Pagamentos “por fora” a fornecedores ou prestadores de serviço.
🔍 O que a Receita está monitorando?
Com o acesso mais ágil a dados bancários e fiscais, a Receita Federal está de olho em:
- Volume total de transações via Pix;
- Origens e destinos das transferências;
- Compatibilidade entre o que foi movimentado e o que foi declarado em demonstrativos contábeis e fiscais.
Além disso, instituições financeiras e operadoras de pagamento já são obrigadas a fornecer informações periódicas ao Fisco – e isso inclui detalhes de movimentações eletrônicas.
⚠️ O que isso muda para sua empresa?
Empresas que operam com alta movimentação de Pix, especialmente sem uma estrutura contábil digital e bem alinhada com a realidade operacional, estão mais expostas. Isso vale tanto para:
- Pequenas indústrias em regime do Simples Nacional, que muitas vezes centralizam movimentações nos sócios;
- Empresas de Lucro Presumido ou Lucro Real, que precisam justificar cada entrada e saída com documentação hábil e registro contábil adequado.
🛡 Como se proteger?
Na Juscon, temos orientado nossos clientes industriais e empresas de tecnologia a adotarem práticas preventivas, como:
- Conciliação bancária semanal;
- Classificação contábil automática via integração com ERPs;
- Segregação clara das movimentações dos sócios e da empresa;
- Revisão periódica de lançamentos de receitas e despesas;
- Apresentação mensal de balancetes analíticos, que permitem antecipar possíveis inconsistências.
Essa organização não apenas reduz riscos fiscais, mas também fortalece a gestão financeira e melhora a credibilidade da empresa junto a bancos, investidores e órgãos reguladores.
📎 Considerações Finais
O uso do Pix é uma ferramenta poderosa, mas como toda inovação, traz responsabilidades. A Receita Federal está atenta e espera que empresas estejam preparadas para justificar cada movimentação com base contábil sólida.
Se sua empresa ainda não possui um parceiro contábil com foco em controle e compliance, esse é o momento de repensar essa escolha.
🔒 Conte com a Juscon para proteger seu negócio com segurança, transparência e alto nível técnico.
Fonte: Adaptado de matéria publicada em Contadores.cnt.br